Sete pecados crônicos

Maldito despertador, sempre grita às sete horas da manhã. Os números piscam em vermelho, não sei por que tanto escândalo. Desligo, sem conseguir me levantar. O nariz confirma a suspeita: está muito frio. Só mais quinze minutos de sono, por favor. As pálpebras se encostam e disparam outro tumulto, não é possível, o tempo não passa tão rápido. Mais quinze, prometo. Já? Outros quinze, última vez! Caramba, oito horas, agora preciso correr!

Ducha rápida para acordar, pego o primeiro terno no armário, um iogurte de morango, as chaves do carro e me mando para o elevador. Toda essa pressa para ficar parado no trânsito, hora de tomar o iogurte. Finalmente, consigo engatar a segunda marcha e o mundo começa a fluir. De repente, um objeto não identificado pilotado por um completo imbecil se joga na minha direção. São longos segundos esperando o pneu acabar de gemer e rezando para a lata ficar quieta. Filho da puta! Corno! Vai aprender a dirigir, motoboy desgraçado! Como é que eu vou limpar a merda desse iogurte agora, tenho reunião daqui a pouco.

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